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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O ocaso (Carlos Nóbrega)



 
No cairzinho da noite
os velhinhos da rua Barros Leal
arrastam velhas cadeiras negras
para diante da rua
e se aconchegam em seus colos
tão íntimos.
Fazem isso desde quando
existe tarde,
desde sempre.
E as cadeiras
automatamente
por força do hábito
põem-se a se balançar sozinhas –
Vagarosamente
Penosamente,
como velhas babás descadeiradas.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Três momentos da arte no Brasil (Nilto Maciel)

(Péricles Prade)


A preguiça de janeiro vai passando ao largo. Sinto uma disposição de jumento para trabalhar, com direito a algum descanso à noite e uma ração de capim seco. Como anunciei na crônica “Seis livros de versos e uma preguiça de sétimo dia”, aqui me dedicarei a três publicações de prosa ensaística ou jornalística: Poesia e ficção de Péricles Prade: semas, semantemas, logomatrias (São Paulo: Pantemporâneo, 2011), de Jayro Schmidt; Dossiê Osíris: Péricles Prade (Florianópolis: Redoma; Navegantes; Papa-Terra, 2011), organização e seleção de Marco Vasques e Rubens da Cunha; e Paulo Osorio Flores (Rio de Janeiro: Calibán, 2008), de André Seffrin.