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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pelos labirintos de Joyce (Valdivino Braz)

(James Joyce)
 
Fruir o lúdico joyceano. É o mínimo que “Finnegans Wake” espera de nossa parca inteligência. Fruir (vide Aurélio) é “estar na posse de”. Se você não toma posse do texto, nada possui ou extrai dele; deixa, então, que o texto lhe possua. Esteja possuído, e já se dê por satisfeito. “Tirar de uma coisa todo o proveito, todas as vantagens possíveis, e, sobretudo, perceber os frutos e rendimentos dela”, prossegue mestre Aurélio, arrematando que fruir é desfrutar. Desfrute, ó falso leitor — “hypocrite lecteur”, diria Baudelaire.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O voo (João Soares Neto)



Saíra cedo do hotel depois de ter perdido tempo com uma recepcionista que errara a data. Trocara o 11 por 10 e o computador rejeitara. No final, digitou o 11 e o computador aceitou o cartão de crédito. Deu uma rápida passada defronte à sua fraternidade na Universidade de Harvard, que lhe trazia boas recordações. Tomou a estrada que ligava Cambridge, pela margem do Rio Charles, a Boston e divisou o prédio do M.I.T., onde terminara seu doutorado. Que saudades.