A
obra que nos inspira para o texto que ora escrevemos começou a provocar-nos
pelo título: Os acangapebas. Ao lê-lo, pela primeira vez, na ocasião do
lançamento, nos perguntamos o que significaria o termo "acangapebas"?
Ou, quem são esses "acangapebas"?
Para nossa felicidade, ao folhear o livro, encontramos, logo
no início, a resposta a tais indagações. O autor, Raymundo Netto, teve a ideia,
ou melhor, o cuidado de transcrever um verbete do Silveira Bueno esclarecendo,
"acangapebas: cabeça-chata. De acanga, cabeça; peba, peva, chata".
Bom, lido isso, pensamos: "cabeça-chata"... algo a ver com os
cearenses? Ao deparar-nos com os tipos que povoam a obra e, em especial, com os
que protagonizam o conto cujo título nomeia o livro, "Os
acangapebas", confirmamos a nossa suposição em relação ao significado da
palavra. Constatamos que, a julgar pelos perfis físicos e psicológicos dos que
habitam a referida obra, é possível afirmar que se tratam de tipos bem cearenses.
E seguimos com a leitura, livro adentro, querendo saber mais sobre os
acangapebas. As descobertas foram muitas e as surpresas várias.
