Em seus últimos sete anos, tentando amortecer os
ruídos, Proust viveu enfurnado num quarto forrado de cortiça. Resignado à
solidão, queria viver tão somente para ter valor e mérito. Acreditava que a
imortalidade era possível, sim, mas somente através da criação de uma obra.
Concordava com a ideia de Baudelaire de que a vida verdadeira está alhures, não
dentro da vida, nem após, mas fora dela. Nos domínios imaginários da arte.
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domingo, 9 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Menino (Emanuel Medeiros Vieira)
Para Cida e
Arnoldo
“E por amor de
ti, em guerra o tempo enfrento.
Quanto ele em ti suprime, é quanto te acrescento.”
(Shakespeare)
Quanto ele em ti suprime, é quanto te acrescento.”
(Shakespeare)
Aqui não estás (mas “sinto” a tua presença imanente).
Não vi o primeiro dente, os cabelos aparecendo
mas estás aqui, no lado esquerdo do peito
teu sorriso inunda a casa
sempre restará a memória,
e parece tão pouco
não esqueço do teu
sorriso,
menino,
da tua imensa
ternura
apenas um ser – e
sempre um ser
Apenas?
Colho uma pitanga no meio destes verdes – percebo que esse
amor
vai à eternidade, e no exato momento desta escrita,
alguns
pássaros estão cantando.
É cedo.
Ou é muito tarde –
sempre
Amo-te menino – nada deterá esse amor.
Nele não existe oblívio – estaremos juntos: para sempre.
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