Convidei
Patrícia Galvão a ler comigo dois impressos recentemente chegados à minha mesa.
Não direi aos leitores tratar-se da célebre Pagu. Seria mentir descaradamente.
A de meu convívio nasceu em 1996 e mora em Fortaleza. Não sou dado a regressos
no tempo nem pratico o espiritismo. Além disso, tenho verdadeiro pavor de me
encontrar com personagens como Calígula, Lucrécia Bórgia ou Adolf Hitler. Os opúsculos
aos quais me refiro são A menina da chuva
(Fortaleza: Premius, 2013), do cearense Bruno Paulino, e Entre-textos (Porto Alegre: Vidráguas, 2013), do
carioca Luiz Otávio Oliani.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014
Descida (Francisco Miguel de Moura)
Quantos anos que gente
sobe a vida
pensando que subiu,
cresceu, mudou,
a enganar-se na festa e
na bebida,
pra ignorar o mundo –
este robô!
Vive-se o tempo. E
as horas consumidas
em vãos gozos e gulas,
sem fronteiras,
desconhecem as dores
pressentidas,
e o fumo das batalhas
derradeiras.
Ninguém espreita a onda
dos mistérios,
da velhice, da doença e o
conteúdo
de mascarados e sutis
impérios.
A lei da morte apaga
amor, carinhos,
porque o tempo de Deus
ficou desnudo
na cruel desesperança dos
caminhos.
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