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sábado, 12 de abril de 2014

Repetição (Teresinka Pereira)




A vida leva tudo
para o passado.
Embora a repetição
pareça com o que já vivemos,
o presente carrega
uma experiência de valor.
A coragem para ver o futuro
é pura questão de vontade.
Quando a vida está suja,
limpamos outra vez.
O amor é volúvel,
até mesmo na recuperação.
Mas a química do amor próprio
deve ser o maior tesouro
na vitória da vida toda!

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Filosofando com Sêneca e Nietzsche (Emanuel Medeiros Vieira)



                                          
Em “O Nascimento da Tragédia” (1872), Friedrich Nietzsche (1844-1900) define os conceitos de apolíneo e dionisíaco. Da maneira mais sumária, apolíneo seria a representação das regras e dos limites individuais. Dionisíaco seria a representação do impulso, da libertação, dos instintos. A classificação é mais usada para artistas e filósofos. Mas por que não usar para seres humanos? Desde que sejam pessoas de bem, sensíveis, nutridoras e não vampirizadoras (essa classificação é minha). É um desafio. Exemplo: da minha “Santíssima Trindade Literária”, Dostoievski é um dionisíaco. Camus, apolíneo. E Kafka? O estilo cartorário, até “clássico”, seria apolíneo. Mas a alma, o espírito premonitório, aquele tipo de “mediunidade” que perpassa seus textos? Seria, nesse caso, dionisíaco. Quero dizer, às vezes os dois se embutem. No Brasil, Lima Barreto, Glauber Rocha, Vinícius de Moraes, Raul Seixas, Clarice Lispector são dionisíacos. Apolíneos? Carlos Drummond de Andrade, Chico Buarque. Nos trópicos (falo dos artistas) parece que os dionisíacos preponderam. Já na vida... E Machado de Assis?