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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O nascer dos ares e dos pássaros (Pedro Du Bois)





Sua voz desperta o tempo de adormecidas horas


recomposto no cumprimento


com que o travo


da saudade aflora e fere e desacostuma


a vida silenciosa:


refestelados castelos de quase nada


prisões rarefeitas de prazeres


e esperas automatizadas no aguardo


do barulho com que o espantalho


espanta os pássaros sem mexer o corpo


e da reunião dos fatos ressurgem


as primeiras chuvas em úmidas gotas


de desespero


o tom e o som a entonação e o nome


ditos como se a surpresa superasse o sonho


e estivesse ao lado e à frente


os olhos abertos e sorridentes


e o nome repetido na confiança


da conquista.


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