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domingo, 21 de novembro de 2010

Prima Notturna (Valdemar Neto Terceiro)

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(A morte de Sardanapalus, de Eugéne Delacroix)


Pois que o vinho seja amargo

E as ilusões, doces como o fel

Que me cai do teu vasto céu

Vindo de si o etéreo pecado;



Não mais! - deixa-me, fardo

Que me veio como doce mel

Do fundo e escuro olhar teu

Que tinha por mim, amado;



E guardo o sono derradeiro

Caído pelas vielas vis e nuas

Onde desgraço-me inteiro;



Pois que percam-me as ruas,

Lá, minh'alma clama ceifeiro

Por entre lembranças tuas.





Valdemar Neto Terceiro

Ipu, 15 de novembro de 2 mil e 10

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