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sábado, 8 de março de 2014

Menino (Emanuel Medeiros Vieira)


 








Para Cida e Arnoldo
                           

“E por amor de ti, em guerra o tempo enfrento.
Quanto ele em ti suprime, é quanto te acrescento.” 
(Shakespeare)

                               

Aqui não estás (mas “sinto” a tua presença imanente).
Não vi o primeiro dente, os cabelos aparecendo
mas estás aqui, no lado esquerdo do peito
teu sorriso inunda a casa
sempre restará a memória,
e parece tão pouco
não esqueço  do teu sorriso,
menino,
da tua  imensa ternura            
apenas um ser – e sempre um ser
Apenas?
Colho uma pitanga no meio destes verdes – percebo que esse amor
vai à eternidade, e no exato momento desta escrita, alguns  
pássaros estão cantando.
É cedo.
Ou é muito tarde – sempre
Amo-te menino – nada deterá esse amor.
Nele não existe oblívio – estaremos juntos: para sempre.

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