Translate

terça-feira, 15 de maio de 2007

Um coveiro monstruoso (Nilto Maciel)














Montado num cavalo recém-domado, Átila percorria a vista pelos prados da Panônia. O animal trotava, cheio de garbo, como se quisesse dizer ao homem que também tinha dignidade.

Satisfeito com o procedimento do cavalo, Átila pôs-se a falar, carinhosamente. Dar-lhe-ia um belo nome. Que tal Huno? Não, arranjaria um nome próprio dos melhores animais. Leão, por exemplo. Sim, Leão.

Os limites provisórios (Carlos Willian Leite)



e pastam em nós os rebanhos


escondidos à sombra de nós mesmos


à superfície enferrujada das pálpebras


dos anos


onde noturnas pequenas aves


ciscam o mármore dos relâmpagos