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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O silêncio de um homem entre ruídos (João Carlos Taveira*)




O escritor Eugênio Giovenardi milita no verso e na prosa com a desenvoltura de quem sabe o caminho das pedras, em sua caminhada pelo mundo e pelos insondáveis mistérios da metafísica. Mas o seu forte, pelo visto, é o gênero em que melhor se acomoda dentro da linguagem: o romance de ficção, no qual já publicou cinco títulos dos onze que constam de sua bibliografia.

sábado, 5 de novembro de 2011

Arkáditch, romance policial cult? (Nilto Maciel)





O primeiro livro de W. J. Solha que li deve ter sido A canga, sobre o qual escrevi (anos 70 ou 80) um comentário – “A lucidez possível” –, publicado em diversos jornais. Afastamo-nos durante um período (quem há de saber os motivos?). Devo ter perdido o endereço dele. Muito adiante, voltei a receber notícias e publicações dele: História universal da angústia, Relato de Prócula e, no outubro passado, Arkáditch. Há tempos ele me “falava” (por e-mail) dessa nova história: opiniões de amigos, recusas de editores, desilusões, etc. Tem confessado em particular e ao público: “Costumo dar meus originais – quando sinto que ainda não estão bons – a pessoas que respeito no ramo e que me sejam, evidentemente, acessíveis”. Também já fiz isso e muito me arrependi. Cada cabeça uma sentença. Se o escritor der ouvidos aos “leitores” de originais, jamais concluirá a obra. Chateado, Solha pensava até em desistir da publicação de Arkáditch, jogá-lo fora ou deixá-lo na gaveta. Talvez nunca o editasse. E se o mandasse para editoras? Mandou e se arrependeu ainda mais. As recusas foram tantas que deve ter pensado até em abandonar definitivamente o hábito de escrever.