Translate

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Barracão (Clauder Arcanjo)



Na calçada, a poça fétida de lama. Como porta, um madeirite velho; resto da obra da nova catedral.

Desde a entrada, chão batido. E o luxo de uma cadeira de balanço usada, picadeiro das aranhas, e dois tamboretes desconjuntados.

No mais, apenas outro cômodo: quarto, cozinha, despensa e banheiro. Quatro em um. Integração de espaço e pobreza. Sobre o fogareiro, um bule de café frio, borra da semana. Nas prateleiras tortas: sal, meio quilo de açúcar e duas latas esperançosas por feijão e farinha.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quadrinhas de Silmar Bohrer




Porque o sábado é de esbaldar-se
hoje eu me esbaldo no verso,
horas boas de abeberar-se
nas planuras do universo.