Eu senti as dores das
mães da Plaza Del Mayo, em Buenos Aires, que reclamavam seus filhos perdidos durante
a ditadura na Argentina. Aqui no Brasil, a ditadura militar vitimou milhares de
jovens e feriu o coração de milhares de mães, impondo um toque de recolher na
esperança e fazendo da ausência uma lacuna indevassável no seio familiar.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O golpe visto da janela de minha casa (Adelto Gonçalves*)
Em 1964, eu tinha 12 anos de idade e assisti ao golpe militar da janela de
minha casa. A morada de meus pais era no Largo Teresa Cristina, 27, defronte
para o prédio do Sindicato dos Operários Portuários de Santos, localizado à Rua
General Câmara, cuja lateral direita dava para a praça. Foi por ali que
chegaram os soldados da Polícia Marítima, do comandante Seco, ostensivamente
armados. Da janela, vi como alguns daqueles homens de uniforme azul com
metralhadoras em punho e longos bastões – que no cais eram mais conhecidos como
“pés de mesa” – escalaram o muro dos fundos do sindicato, assumindo posições
estratégicas.
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